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	<title>sharpshooting &#187; Entrevista</title>
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		<title>Rails Summit Latin America 2009</title>
		<link>http://sharpshooting.com.br/2009/10/13/rails-summit-latin-america-2009/</link>
		<comments>http://sharpshooting.com.br/2009/10/13/rails-summit-latin-america-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 14:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carlos.mendonca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Ruby]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje e amanhã (dias 13 e 14) está rolando em São Paulo o Rails Summit Latin America 2009, evento organizado pelo Fabio Akita e pela Locaweb. É seguramente o maior evento da comunidade RoR na América do Sul. Esta é a segunda edição e, em relação ao ano passado, temos mais palestrantes e, no geral, o evento está bem mais interessante. Vou fazer uma cobertura do evento ao vivo e aos poucos coloco posts mais específicos de assuntos que me chamaram mais atenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.railssummit.com.br?utm_campaign=Railssummit&amp;utm_source=banner_parceiros&amp;utm_medium=banner&amp;utm_content=por_120x240"><img class="alignleft size-full" title="Rails Summit Latin America 2009 banner" src="http://railssummit.com.br/images/banners/120x240.gif" alt="" width="120" height="240" /></a>Dias 13 e 14 de outubro rolou em São Paulo o Rails Summit Latin America 2009, evento organizado pelo <a title="AkitaOnRails.com" href="http://akitaonrails.com" target="_blank">Fabio Akita</a> e pela <a title="Hospedagem de Sites e Serviços de Internet - Locaweb" href="http://locaweb.com.br" target="_blank">Locaweb</a>. É seguramente o maior evento da comunidade RoR na América do Sul. Esta é a segunda edição e, em relação ao ano passado, temos mais palestrantes e, no geral, o evento está bem mais interessante. Fiz uma cobertura do evento ao vivo, mas depois fiz um resumo das palestras que assisti.<span id="more-63"></span></p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>A primeira palestra, &#8220;Ruby on Rails Insurgency&#8221;, foi do <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#chad_fowler">Chad Fowler</a> (de longe esse cara me lembra o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Seth_MacFarlane">Seth MacFarlane</a>) e ele fez uma introdução do eco-sistema cobrindo várias falácias que os concorrentes (ou os &#8220;trolls&#8221;) falam.</p>
<p>Alguns highlights:</p>
<blockquote><p>If you&#8217;re gonna switch technologies (…) you might as well do things differently.</p>
<p>(…) Rails is about taking crap that you should be doing out of software development.</p>
<p>Support contract doesn&#8217;t guarantee anything.</p>
<p>Stop doing things you know are wrong. Stop.</p>
<p>&#8211; Chad Fowler</p></blockquote>
<p>A segunda palestra, &#8220;On The Edge of Rails Performance&#8221;, foi do <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#gregg_pollack">Gregg Pollack</a> que apresentou algumas dicas de otimização do Rails e alguns plug-ins interessantes que, parafraseando o Gregg, &#8220;can just might save your ass&#8221;. Do blog dele e das poucas anotações que consegui fazer, os plugins são:</p>
<ul>
<li>Bullet: reduz o número de queries com alertas (no growl);</li>
<li>Rails Indexes: tarefas do Rake para encontrar índices faltando;</li>
<li>Scrooge: otimizador de queries SQL, para que se consulte apenas o que a página necessita;</li>
<li>rack-bug: barra de ferramentas para debug de aplicações Rack implementada como middleware;</li>
<li>memorylogic: adiciona o id e utilização de memória do processo nos logs do Rails;</li>
<li>oink: faz parse do log a fim de encontrar actions que causam aumento do tamanho da pilha da VM;</li>
<li>rubber: um plugin para Capistrano e para Rails que auxilia a publicação, gerenciamento e escalonamento de aplicações EC2;</li>
<li>cloud crowd: gerencia processamento paralelo através de jobs em segundo-plano;</li>
<li>Mad Mimi: aplicação de e-mail marketing com uma API muito interessante.</li>
</ul>
<p>Na terceira palestra vim ver o <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#ilya_grigorik">Ilya Grigorik</a> com a &#8220;Real-Time Ruby for the Real-Time Web&#8221;, que falou sobre Real-Time Ruby e coisas das quais sou fã como AMQP. <a href="http://bit.ly/realtime-ruby">Os slides já estão disponíveis</a>. Na outra sala, o <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#carlos_brando">Carlos Brando</a> está falando da construção de um framework com Ruby e de como o Rails funciona por dentro.</p>
<p>Na quarta palestra do dia, escolhi o <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#glenn_vanderburg">Glenn Vanderburg</a>, que falou do Tarantula, uma ferramenta para geração de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fuzz_testing">testes fuzz</a> em Ruby. Acabei passando um pouco por cima da palestra porque fiquei trabalhando pela VPN, mas achei especialmente interessante porque <a href="http://research.microsoft.com/en-us/projects/Pex/">a Microsoft também está para lançar algo parecido para o mundo .NET</a> e devo postar mais sobre o assunto em breve.</p>
<p>Depois fui na palestra do <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#david_chelimsky">David Chelimsky</a>, que passou várias dicas sobre Cucumber, RSpec etc. Destaque para a gem spork, que eu não conhecia e parece bastante útil quando usada junto com o Cucumber.</p>
<p>A palestra do <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#fabio_akita">Fabio Akita</a>, como sempre, trouxe uma grande variedade de assuntos que levam algumas semanas para serem digeridos. Basicamente ele falou sobre a Teoria do Caos e como levá-la em consideração durante o gerenciamento de empresas, equipes e projetos pode fazer mais sentido do que trabalhar com modelos fechados, previsíveis e, portanto, limitados. Por isso que agilidade tem se mostrado eficiente onde paradigmas clássicos falharam. A teoria ajuda a justificar a necessidade de práticas como interações curtas, realimentação etc. Parafraseando o próprio Akita, o foco está no &#8220;porquê&#8221; e não no &#8220;como&#8221;.</p>
<p>Para finalizar, o <a href="http://railssummit.com.br/pt-BR/speakers#matt_aimonetti">Matt Aimonetti</a> falou sobre o Ruby 2, Rails 3 e as tecnologias interessantes que os rodeiam. A plataforma promete coisas muito interessantes para o futuro.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>No segundo dia, resolvi &#8220;cabular&#8221; as palestras e aproveitei que os palestrantes estavam pelo saguão para me juntar ao pessoal da <a title="InfoQ" href="http://www.infoq.com/br" target="_blank">InfoQ Brasil</a> (<a title="Felipe Rodrigues (felipero) on Twitter" href="http://twitter.com/almeidaricardo" target="_blank">Felipe Rodrigues</a> e <a title="almeidaricardo (almeidaricardo) on Twitter" href="http://twitter.com/almeidaricardo" target="_blank">Ricardo Almeida</a>) e entrevistar alguns. A InfoQ Brasil deve postar as entrevistas em forma de vídeo em breve, mas transcrevi dois trechos interessantes de perguntas que fiz para o Matt Aimonetti e o David Chelimsky. Por enquanto, é só uma prévia do que há por vir.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-79" title="matt_aimonetti" src="http://sharpshooting.com.br/wp-content/uploads/2009/11/matt_aimonetti.jpg" alt="matt_aimonetti" width="430" height="242" /></p>
<p>O Matt falou bastante das novidades do Ruby 2 e Rails 3 e destacou algumas das dificuldades que esse processo de evolução pressupõe:</p>
<blockquote><p><strong>InfoQ:</strong> As pessoas sempre lhe perguntam para quando elas podem esperar o Rails 3.0 ou o Ruby 2.0. Como você lida com isso?</p>
<p><strong>Matt Aimonetti:</strong> Bem, o Ruby 2.0 vai levar algum tempo até que seja lançado, porque o Ruby Core Team ainda não começou a trabalhar nele. Então, após o Ruby 1.9.2, que deve ser lançado próximo do Natal, eles vão focar e começar a trabalhar nele. O Rails 3.0, por outro lado, é uma história diferente, porque nós estamos chegando perto do lançamento. Conforme eu disse na minha palestra, ele foi disponibilizado para os desenvolvedores de plug-ins e agora nós logo poderemos falar sobre a API. A maioria do trabalho já foi feita. Nós falaremos sobre a integração destes diferentes aspectos e nos certificaremos que ele é estável o suficiente para que as pessoas possam usá-lo.</p>
<p>É sempre um desafio trabalhar com open-source, porque tem-se voluntários, pessoas trabalhando que não são pagos para isso e elas trabalham em projectos diferentes. Você tenta manter os deadlines, mas é realmente complicado ter um deadline, então…</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>InfoQ:</strong> Você considera que não ter um deadline é uma barreira de entrada para que as empresas comecem a utilizar o Rails? Isso é um problema? A comunidade está preocupada com isso?</p>
<p><strong>MA:</strong> Eu não acho que seja realmente um problema, porque nunca anunciamos um deadline. O que existe uma idéia de deadline&#8230; algo que gostaríamos de atingir. Isso não quer dizer que podemos realmente atingí-lo. Agora, as empresas gostam de estabilidade. Você não vai querer falar do (Rails) 2.0 uma vez que nós ainda estamos migrando para o 1.9. E o 1.9 é a direção que devemos seguir. As pessoas ainda utilizam o 1.8 porque elas consideram que ele é estável, então você precisa fazer as coisas aos poucos.</p>
<p>Você não vai querer lançar algo muito cedo e ele está quebrado. Nós não queremos lançar o Rails 3 cedo e depois as pessoas não conseguem migrar, pois isso não faria nenhum sentido. Então nós queremos nos certificar de que a comunidade está andando connosco e o produto é estável o suficiente antes de nós o lançarmos. E eu acho que isso é algo que as empresas valorizam.</p></blockquote>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-78" title="david_chelimsky" src="http://sharpshooting.com.br/wp-content/uploads/2009/11/david_chelimsky.jpg" alt="david_chelimsky" width="430" height="242" /></p>
<p>O David Chelimsky, por outro lado, focou bastante em testes e estava particularmente curioso em como o RSpec e outras bibliotecas de testes influenciaram as que existem fora da plataforma Ruby e como está a adoção da cultura de BDD e TDD no Brasil. Aproveitei o assunto para falar de testes fuzz:</p>
<blockquote><p><strong>InfoQ:</strong> O Glenn Vanderburg falou ontem sobre o Tarantula na sua palestra e nós estamos nos perguntando qual é sua opinião sobre Testes Fuzz. Eles tem sua utilidade?</p>
<p><strong>David Chelimsky:</strong> Totalmente! Mas eles tem sua utilidade. Um dos problemas que todos temos é que há várias formas de se testar que possuem cada uma seu valor dentro de um mesmo projeto. E eu acho que as pessoas tendem a procurar uma solução única e definitiva que elas possam sempre aplicar, mas o desafio é realmente achar a combinação ideal para um projeto específico. E eu também acho que muitas pessoas acabam dizendo que &#8220;nós tivemos sucesso em determinado projeto utilizando uma determinada combinação de ferramentas e técnicas, então devemos utilizá-las em todos os próximos projetos&#8221;, mas elas podem não ser as ideias nestes próximos projetos.</p>
<p>No caso do Tarantula, eu pessoalmente ainda não o utilizei, só ouvi falar dele. E eu não estive na palestra do Gleen porque a minha era logo depois da dele, mas eu conversei com ele esta manhã. O que ele me disse foi que na sua empresa, a Relevance, eles utilizaram o Tarantula em muitos projetos e não houve um único caso em que a ferramenta deixou de achar alguma coisa que eles deixaram passar. O Tarantula tem um baixo custo de entrada: só leva 10 minutos para ligá-lo na sua aplicação. Se você só tem 10 minutos para testar e ele encontra alguma coisa, então você já saiu ganhando.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>InfoQ:</strong> Mas você não acha que existe o perigo de as pessoas pararem de pensar nos seus testes e passarem a confiar apenas na ferramenta para fazê-los para eles?</p>
<p><strong>DC:</strong> Totalmente. Mas se deixássemos de fazer tudo por causa do perigo, nenhum de nós estaria escrevendo Ruby hoje.  É necessário uma discussão pública a respeito disso e as pessoas precisam compartilhar suas experiências.</p>
<p>Certamente há esse perigo e as pessoas são pegas a todo momento porque elas ouvem &#8220;você deveria usar isso&#8221;, mas elas não entendem o real sentido do que é aquilo. Então eu posso imagina que uma pessoa que não faz nenhum outro teste além de testes fuzz terá, sim, problemas.</p></blockquote>
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